terça-feira, 7 de abril de 2009

Cientistas do departamento de física da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, estão a desenvolver uma potente máquina fotográfica, que será capaz de captar mil milhões de colisões de protões por segundo.Aquela que poderá vir a ser a «máquina fotográfica mais rápida do mundo» promete agitar o mundo científico. Tudo porque o projecto, orçado em 6 milhões de dólares, está a ser desenvolvido para analisar as partículas elementares da Natureza - os protões -, e encontrar o misterioso "bosão Higgs". Também conhecida como a "Partícula de Deus", esta é uma das últimas partículas "invisíveis" que falta completar no modelo teórico realizado pelos físicos e que explica a origem do Universo.As evidências sobre a sua existência podem assim encerrar um capítulo da ciência, mas abrir uma porta para outra realidade ainda desconhecida e assim encontrar finalmente a resposta à pergunta - «Porque razão a matéria tem massa?».Após seis anos de desenvolvimento, os cientistas norte-americanos acreditam que com este complexo sistema denominado "Regional Calorimeter Trigger" será possível chegar a resultados científicos surpreendentes.A partir de uma complexa placa de processamento de informação, montada em 18 gabinetes, os investigadores crêem ser possível criar um poderoso processador de imagens capaz de registar «um trilião de bits por segundo» .O que esta potente máquina fotográfica pode fazer é verdadeiramente surpreendente. De acordo com o comunicado disponibilizado online, os cientistas defendem que o engenho pode registar eventos com duração média de dois nanossegundos (dois bilionésimos de segundo).Segundo noticia a Magnet, os componentes do sistema vão ser enviados para os laboratórios do Conselho Europeu para a Investigação Nuclear (CERN) em Genebra, na Suíça, e e até ao final do ano será possível que a máquina fotográfica digital entre em funcionamento. De acordo com o mesmo site, as primeiras experiências foram feitas no início de 2007.

Um comentário:

  1. Caramba, my friend, essa é realmente de arrepiar! Dois nanossegundos, um trilhão de bits, partícula de deus, isso até parece coisa do demônio...
    O grande problema é que enquanto alguns cientistas cumprem sua saga na busca pela origem do universo, aqui em baixo a natureza humana continua perdida em busca de um objetivo talvez maior: seu crescimento em direção às suas verdadeiras origens: as estrelas. Um abraço.

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