quarta-feira, 28 de abril de 2010

Adeilton Lima - Poema


Foto: Roberto Castello




Das Despedidas



Não era um uivo comum de lobo no meio da noite
Talvez um poema parido pela luz da lua
Ou quem sabe uma estrela cadente
Faiscando dentro dos olhos
Fossem trombetas de anjos apocalípticos

Saudando a espada de São Jorge
A perfurar a garganta do dragão
Esculpido pela nuvem...

Um cordel, uma serenata para a mais bela!
Cor de noite na pele sangrando madrugadas.
Um arco-íris de horizontes e encantamentos,
Louvação sublime no terreno do sagrado.

Agora, a hora já amarga da despedida
De dias à deriva, de noites na encruzilhada
Dos destinos e das estradas de algozes cavaleiros.
Poeira comida na sola dos cascos à guisa de auroras.

Mas aquela mesma faísca
Pode ser a tocha
Que iluminará os teus abismos.


Adeilton Lima


Adeilton Lima
(61) 9239 9644 / 3037 9384
http://adeilton-lima.blogspot.com/

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