domingo, 27 de fevereiro de 2011

A razão de insondavel e sideral vertigem.

A poesia chegou de manhãzinha por - email,
era Luiz Martins como sol rompendo madrugada.
RC

















Brilho emprestado
Luiz Martins da Silva

Por que veio ao mundo torvelinho bravo e turvo,
A cobrir de cisco todo o véu desta manhã?
Suponho um areal de tristezas devolutas,
Suspensos rejeitos de ignotas estrelas-anãs.

Nenhum fato digno de manchete nos jornais;
Ninguém matou ninguém, um raro dia sem raiva
Nenhuma criança foi pelos pais abandonada;
Nenhum ébrio de desprezo afogando-se em lágrimas.

Qual, então, a razão de insondável e sideral vertigem
A avoar-me da alma a ossatura descarnada?
Alinhamento repentino ao batente mais reles do astral.

Cismo rasteira inesperada de uma onda no repuxo,
Decaindo desde as mais remotas regiões do cosmos,
Na missão de recolher aqui humilde gota de cristal.

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