terça-feira, 1 de março de 2011

MORREREI DE PÉ COMO AS ÁRVORES



O divino feminino,ainda encarcerado.





MORREREI DE PÉ COMO AS ÁRVORES

(tradução e melhoria de MORRIRÉ DE PIÉ COMO LOS ÁRBOLES II)

( Poesia de A. J. C. Antunes en 22-02-2001

2ª. Versão 23-02-2001)

Tradução e melhoria em 9 e 21-12- 2008




Morrerei de pé como as árvores

Mantendo as fibras duras de seus cernes

Com saudade das folhas verdes que se foram

Contando ainda com a sustentação de suas raízes.


Morrerei de pé como as árvores

Com suas cascas carcomidas que envolvem

Os seus troncos eretos em que os atentos

Admiram a resistência ao tempo e aos ventos

Morrerei de pé como as árvores


Que guardam as marcas dos seus vasos capilares

Que levavam os elementos da terra às folhas verdes

Para gerar em cumplicidade com a água e o sol

Os alimentos primordiais de nossas vidas.

Morrerei de pé como as árvores

Que se lembram das flores que desabrocharam

Flores lindas que expostas aos olhos de tantos seres

Provocavam inveja ou enlevo quando as contemplavam.


Morrerei de pé como as árvores

Tão longe no tempo de seus frutos produzidos

Frutos que geraram tantas árvores parecidas

Que serem iguais a elas não queriam nem podiam





Morrerei de pé como as árvores

Que comprovam com beleza o saber do que é vida

No trabalho fundamental e temporário de suas folhas

No lento crescimento escultural dos troncos, galhos e raízes

No lançamento das sementes para gerar novas árvores

Mostrando-nos como a vida é morte e como a morte é vida.



















Nenhum comentário:

Postar um comentário