domingo, 29 de abril de 2012


Um vento de sombras sopra cinzas de propósitos mortos sobre
o que eu sou de desperto. Cai de um firmamento desconhecido
um orvalho morno de tédio. Uma grande angústia inerte manuseia-me
 a alma por dentro, c incerta, altera-me como a brisa
aos perfis das copas.

(NA FLORESTA DO ALHEAMENTO)

FERNANDO PESSOA
O Eu profundo e
os outros Eus

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